Com a chegada da última temporada de Stranger Things, a Internet mergulhou numa onda de nostalgia, referências e criatividade. O universo da série, marcado pela estética dos anos 80, pelo suspense e pela cultura pop, voltou a dominar as redes e, como seria de esperar, as marcas não ficaram de fora. De McDonald’s a Primark, de Burger King a Hot Wheels, várias empresas decidiram entrar no “mundo invertido” e transformar o fenómeno em conteúdo, produtos e campanhas com personalidade.
A força cultural de Stranger Things
Mais do que uma sĂ©rie, Stranger Things tornou-se um sĂmbolo de cultura contemporânea. A sua mistura de ficção cientĂfica, emoção e estĂ©tica retro conquistou milhões de fĂŁs e criou um espaço fĂ©rtil para marcas que querem ligar-se emocionalmente ao pĂşblico.
Cada novo lançamento da sĂ©rie Ă©, portanto, uma oportunidade de ouro para o marketing, uma espĂ©cie de Super Bowl do entretenimento, onde marcas que conseguem captar o espĂrito do momento sĂŁo amplamente recompensadas em visibilidade e interação.
McDonald’s entra no mundo de Stranger Things
O McDonald’s Portugal foi uma das marcas que melhor soube aproveitar o burburinho. Através de publicações no Instagram, trouxe para o seu universo a atmosfera sombria e icónica da série, recriando o ambiente de Hawkins.
As referĂŞncias visuais sĂŁo claras: tipografia inspirada nos anos 80, iluminação vermelha e um toque de mistĂ©rio, tudo isto sem perder o tom descontraĂdo e reconhecĂvel da marca. O resultado? Um post que se destacou entre tantos outros e mostrou que atĂ© o fast food pode viver um momento cinematográfico.
Quando o entretenimento se transforma em produto

Outras marcas seguiram o mesmo caminho, mas com abordagens distintas.
A Primark, por exemplo, lançou uma coleção temática inspirada em Stranger Things, com peças que transportam o estilo da sĂ©rie para o quotidiano dos fĂŁs. Camisolas com o logĂłtipo da sĂ©rie, casacos que evocam o uniforme da escola de Hawkins, e acessĂłrios com referĂŞncias subtis, tudo pensado para que o pĂşblico leve uma parte do universo fictĂcio para a vida real.
Já a Hot Wheels apostou em recriar veĂculos icĂłnicos e ambientes em miniatura, enquanto o Burger King e a KFC exploraram o lado humorĂstico, com posts e tweets que brincavam com o “mundo invertido” e o conceito de sabores “sobrenaturais”.
A nova lĂłgica do marketing cultural
Campanhas como estas provam que a criatividade das marcas já não vive apenas de grandes orçamentos, mas sim da capacidade de ler o momento certo. Hoje, a cultura digital é feita de tendências efémeras, memes e emoções partilhadas em segundos e Stranger Things é o exemplo perfeito de um fenómeno que une gerações, nostalgias e linguagens.
As marcas que conseguem interpretar esse espĂrito e participar com coerĂŞncia, sem parecer forçadas, sĂŁo as que mais se destacam. É um equilĂbrio delicado entre oportunismo e autenticidade, entre “entrar na moda” e fazer parte da conversa.
O poder da nostalgia em Stranger Things
Há algo de profundamente emocional em Stranger Things: a música, a estética, os pequenos detalhes que remetem para uma época em que tudo parecia mais simples. As marcas perceberam isso e usam a nostalgia como ferramenta poderosa, não para vender diretamente, mas para criar empatia e identificação.
Quando uma marca faz o público sentir que “cresceu com aquilo”, a conexão é automática. É marketing, sim, mas também é memória.
No fim, o verdadeiro monstro é perder relevância
A febre de Stranger Things mostra como a cultura pop continua a ser um campo fértil para a criatividade das marcas. No entanto, é também um lembrete: quem ignora o que o público vive, consome e comenta, arrisca-se a ficar preso no seu próprio “mundo invertido”, o da irrelevância.
Em 2025, as marcas que querem manter-se atuais precisam de mais do que bons produtos: precisam de contexto, emoção e coragem para brincar com o que move o mundo.
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